
Kk’antu-tika
Rito de iniciação feminina
Não há Mãe D’Umbigo maior para a conscientização da plenitude do ritual da
Kk’antu-tika, da intenção e da intuição energética finita.
É primaveralmente úmida e cheirosa, emocionalmente florida,
fisicamente amadurecida e energeticamente radiante
Passarinhos, seres aparentemente frágeis, aceitam dialogar com tempos instáveis, com
as chuvas torrenciais, trovoadas, tempestades, raios e ventos inesperados.
Hoje, infelizmente, nos tocou sobreviver num mundo cego de tempos inesperados.
Quando esperamos o frio vem um incandescente verão, quando esperamos o
calor advém a umidade e o frio, que nos faz lembrar até de nossos ossos.
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Mas vale usar, o valor energético para uso próprio, através dos sonhos primordiais para chamar a atenção de si mesma sobre a qualidade energética espontânea da ovulação e menarca. Conhecer a intuição sensível que se origina em cada pessoa paisagem é conhecer as relações dos ajayos, movimentos de energia que fluem incessantemente no organismo sensorial. |
A juventude é uma “flor que se abre” na natureza
Ela tem uma relação direta com a estação primaveril do ano
1ª. A juventude feminina é uma semente-raiz de frondosa vitalidade. Ela vai se fortalecendo e se desenvolvendo através das grandes relações dos movimentos magnéticos femininos, Luqiqaman Tink’u, que fluem através de seu poder universal finito. Elas mantêm as mudanças periódicas de causa e efeito e de constância e permanência. Sem esses movimentos energéticos jamais existiríamos.
2ª . A unidade eletromagnética da Oguapy (ovulação-menarca) tem muitas oportunidades de absorver nutrientes, captar e radiar energia num universo de atividades que lhe vão apresentando.
3ª A kk’antu-tika expressa a ovulação e a menarca, uma fortalece e flui energeticamente e a outra te abate, assim mesmo ela deveria ser primaveralmente úmida e cheirosa, emocionalmente florida, fisicamente amadurecida e energeticamente radiante.
4ª Muitas, também, serão suas experiências: umas agradáveis e outras traumatizantes que poderiam influenciar tuas relações. Dissoluções sempre existirão, as perdas para a natureza, são inevitáveis. O mínimo que poderias fazer é reerguer-te e levantar-te. Para que as perdas não danifiquem profundamente sua energia, seus sentimentos, sementes e raízes; precisas sempre fortalecê-los através de Luqiqaman Tink’u, o valor energético para uso próprio.
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Não há Mãe D’Umbigo (centro energético do ventre feminino), mais sensível para a conscientização da plenitude do ritual da Kk’antu-tika, da intenção e da intuição energética finita. Ainda que há 525 anos as infanto-juvenis venham revirando os olhos e a mente em descrédito aos rituais de INICIAÇÃO FEMININA, a verdade lhe deu alcance em uma só tarde de festividade. |
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5ª. A juventude é uma época de desafios temporais como as iniciações femininas, iniciações intelectuais, como os vestibulares. Demandem-se educação, ensino, disciplina para dar valor a suas próprias realidades. Assim, sua confiança aumentará em cada desafio que venhas a vencer.
6ª . Ovulação e a menarca, Oguapy, é um período de troca, em que as transições energéticas sua ovulação e da menarca vão se manifestando naturalmente. Seu organismo sensorial vai se desenvolvendo até chegar a amadurecer ao redor dos vinte três anos. Pode ser que necessites mais tempo para alcançar a maturidade instintiva, intuitiva, sensitiva e emocional.
7ª. Algumas das trocas que se vão efetuando em você podem produzir confusão ou insegurança a respeito da sua ovulação e a menarca. Quando sentes que dentro de você se apresentam pressões internas até então desconhecidas deves achar uma maneira criativa de poder perceber e aceitar tais fluidos energéticos. Porque todos os movimentos fazem parte de um extraordinário poder energético, e junto com tuas novas sensações, poderás chegar a ser uma pessoa paisagem autônoma, com deveres e direitos assumidos.
8ª . Refletindo a partir de outro ponto de vista, quando se é jovem mulher, acredita-se numa classe de liberdade, que não é um dogma e nem um modelo; ela exige limite, respeito e disciplina para aprender a voar com segurança.
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Os ritos de iniciação mostram a transformação da menina-mulher e neles, qualquer atividade é valorizada. Segundo seja sua infância, assim será sua adolescência. A infância cativa não criam sonhos. A sua adolescência será segundo o que foi sua infância. |
Lume
A unidade de fluxo energético luminoso da ovulação e da menstruação
A intenção sensitiva nas relações dos movimentos energéticos femininos
1. Seria importante cultivar um ciclo de serenidade para perceber a Lua de ovulação e a Lua da menstruação, através da percepção dos fluidos magnéticos do seu Etã (ovário) direito num ciclo e do Etã esquerdo, num outro ciclo.
2. Essa sucessão ocorre como consequência de uma causa energética: como as variações fenomênicas, associadas com as relações úmidas da menina-mulher com a Lua, e as relações em movimento que se vazam nos movimentos de energia.
3. Isto é a primeira ovulação e a menarca, transformação energética que ocorre durante a adolescência feminina. É um momento sobrenatural, mostra que a menina-mulher energeticamente teria chegado ao ápice energético e alcançado a condição de Mãe d’Água. Secreções hormonais liberadas pelas glândulas começam a fluir energeticamente em seu organismo sensorial.
4. Estas estimulam seus ovários e fazem com que iniciem a liberar óvulos, a princípio com bastante irregularidade, porém, depois à proporção aproximada de um a cada quatro semanas. A poraceí (óvulo) é liberada pela matriz (piraguaçu), que estaria estimulada e preparada para desenvolver um revestimento especial para a recepção da poraceí no caso de ter sido fertilizado.

O que as pessoas de diferentes tempos veem por estar sentadas, a jovem-moça não percebe porque está de pé. Ainda que a menina-moça, esteja sentada, nesta fase não lhe é impossível ouvir os raios e os trovões. Ela é capaz de intuir, sentir e perceber perfeitamente a umidade de seu Calendário Lunar.
5. Quando a poraceí (óvulo) permanece inata, sem ser fertilizada, com o tempo, o revestimento da Mãe D’Umbigo se desfaz. Isto é o que produz a menstruação, os fluidos cíclicos de água, sangue e energia.
6. Os ciclos ovulatórios e menstruais se iniciam na Lua de nascimento. Quem nasceu na Lua Nova, ovulará nessa Lua, de acordo com o biótipo, de cada menina-mulher. Pode ocorrer que uma menina comece a menstruar precocemente aos dez anos ou mais cedo, como, também, aos dezesseis anos ou ainda mais tarde. De maneira similar, o ciclo em que se manifesta os fluxos menstruais pode variar de três a sete dias.
7. Junto com as trocas energéticas, escancara-se a pélvis, e inicia-se o desenvolvimento de seus seios. Todo este sistema de desenvolvimento, alguns visíveis e outros energéticos são para chegar um dia à maturidade e escolher os caminhos que deverá optar sem ressentimentos.
8. Se queres desfrutar da melhor maneira a juventude, deixe e opte o organismo amadurecer e opte por uma abstinência temporária , assim conseguirás o equilíbrio energético, mental e psicossocial, fortalecerás seus sentimentos, te protegerás contra dificuldades que desarmonizem a sua tranquilidade. É necessário afirmar a autoestima demonstrando vigor, energia, determinação em suas atitudes a favor do que você deseja.
9. Deves ter um tempo para adaptar-te, aprender, estudar, informar-te e refletir sobre tudo que estas transformações energéticas estão te mostrando. Refletir sobre seus fluidos energéticos, sobre sua imagem orgânica em transformação, e a proporção em que se movimentam as suas relações psicossociais em sua comunidade. Adiantar o processo de amadurecimento energético seria obrigar as pétalas de uma planta abrir-se antes do tempo.
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O rito elaborado e esperado da Kk’antu-tika permite expressar alegria, coragem e força energética. A consciência recém-adquirida da Mãe d’Água emana através da apresentação do sonho primordial. |
A concepção da Mãe D’Umbigo
A Pacas Mili e o Kheno da Pacas Mili
1. Se a jovem perceber apenas a intuição passiva, a menarca (menstruação), só conhecerá os fluidos moventes, os quais lhe proporcionarão explicações sensitivas de aceitação. No entanto, a intuição ativa (Etã, ovário – Poraceí, óvulo) originária na Mãe D’Umbigo estimula as relações de movimentos que se impõem às relações de energia.
2. Intuição sensível e a individualidade feminina
A menina-mulher que percebe o potencial energético, Luqiqaman Tink’u, transforma-se numa menina jovem (Mãe d’Água) que alcançou o mais alto grau de sua intuição das relações energéticas de movimentos cíclicos ovarianos (ativo e passivo) que se originam em cada jovem mulher.
3. A energia do ventre feminino é uma grande fonte primordial de energia, de onde emana e provém as transformações femininas em sua essência. Nela se encontra a virtude criadora das grandes relações dos movimentos magnéticos da Mãe Natureza.
4. A milenária Pacas Mili sincroniza e harmoniza o CHEIO da Etã, ovário, e o VAZIO da Poty-maru, trompa. A menina-mulher que deseje intuir e perceber sua ovulação e sua serenidade deverá sentir sua origem energética nas palpitações intuitivas da Pacas Mili. (notas extraídas do Livro da Pacas Mili –Fundamentos Energéticos; medicina infanto-juvenil- São Paulo: ano 2011). Não publicado.

Luminoso sempre foi o ritmo de minha professora Iyaquemi.
A força de seus atos sempre esteve na harmonia de suas atitudes,
o poder de sua sabedoria está na corda energética de seus pés.
A empatia consigo mesma conduz a uma concepção sentimental
Os fluidos energéticos direcionam a menina-mulher a uma concepção energética, Luquiqaman Tink’u
1. A empatia e os fluidos energéticos são uma simbiose que deve ser aceita como princípios objetivos da tua experiência.
2. A evolução do óvulo é identificada pela intuição sensitiva subjetiva, mas também é identificada objetivamente através da percepção de seu Etã (ovário) direito ou de seu Etã esquerdo antes de fluir pelo canal de nascimento via baixa.
3. A pulsação cósmica do Etã dinamiza sua inversão natural a cada ciclo (a cada quatro semanas). Muitas vezes sem conflitos; outras vezes, suas pulsações energéticas entram em contradições (cólicas menstruais); ambas pulsações não devem excluir-se mutuamente, devem se equilibrar energeticamente através da tomada de consciência de Luqiqaman Tink’u, o valor energético para uso próprio.
4. Se essas pulsações cósmicas fossem assimiladas naturalmente pela intuição sensível feminina como fenômenos inerentes (essenciais, inseparáveis) a suas atitudes, virtudes e ao seu temperamento, essas sensações seriam abertas para a percepção de Luqiqaman Tink’u através da ascensão da Poraceí (levitação) até a abertura da Poty-maru (trompa).

As provas e os ritos de iniciação são comprovações de coragem, de autoestima e da
valorização do valor energético para uso próprio.
5. As grandes mutações energéticas da Pacas Mili
Existe a intenção de voltar para as formas originárias da Etã, Poraceí, Poty –maru fecundas e misteriosas. Ao realçarmos o potencial energético da Pacas Mili, devemos ter consciência de sua capacidade criativa e do relacionamento integral energético.
6. Cada menina-mulher procura sua Mãe D’Umbigo, “começo e término sagrado”, para seu ritual iniciatório, ritual de passagem independente de ser particular ou social. A menina-mulher tem a capacidade de se integrar e de se afirmar através das mutações energéticas dos primeiros movimentos e ciclos contínuos da Oguapy, a transcendência da jovem mulher.
7. A passagem de maturação energética proporciona uma força ativa para a transformação da menina-mulher em jovem mulher. Ela sofrerá influências energéticas sobre os imensos movimentos energéticos em relacionamentos e para isso terá que as assimilar a se assumir para que tenha bom senso e prudência diante dessas influências.
8. O universo dimensional das correspondências da Pacas Mili possui polos positivo e negativo inseparáveis dentro de um princípio unificado (Etã e Poraceí). Demonstra-nos que a fertilidade e a fecundação da energia, o valor energético para uso próprio inicia-se no tear cósmico feminino.
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Ainda que a Kk’antu-tika esteja colmada de fluidos energéticos equilibrados, mas vale dar-lhe uma instabilidade emocional para alcançar o desenvolvimento da Mãe d’Água |
A Lua de iniciação da menina-mulher desperta as forças criadoras da vida
A intenção é uma das altas qualidades da menina-mulher.
Ela não sente nem vê enquanto, não mana, não flui energeticamente.
1. A iniciação ou a passagem da menina-mulher tem a ver com a relação de seu poder energético, com as relações de movimentos energéticos para que ela se transforme numa jovem-mulher, Mãe d’Água.
2. A Lua de transição da infância para a concepção da adolescência prepara-a para continuar com suas novas responsabilidades. A Lua de transição mantem o aroma de sua própria essência, o da sua infância no caminho da transformação. A intensão é uma das altas qualidades da menina-mulher.
3. Embora a menina-mulher tente fazer ‘evaporar’ o aroma de sua infância, ela não desaparece, permanece definitivamente porque é o alicerce de sua juventude. O período de transição é um momento de refletir sobre o sentido dessa passagem. Conceber a sensitividade e o sentido da Oguapy, trará bons aromas e as sensações da Pacas Mili, a energia, o ajayo do ventre feminino liberará uma linguagem energética desabrocham-te, esquecida no mundo contemporâneo.

As Poraceís (óvulos) se originam na grandeza da Etã (ovário).
Em consequência, podemos dizer que o manar é a causa energética para o fluir da Poraceí. O óvulo é atraído pela trompa (Poty-maru) com uma força energética para mantê-lo orbitando (levitação).
Ocorre um cintilar por um espaço de tempo perceptível.
4. A Oguapy abre a sua sensibilidade e a sua intuição. Ela corresponde plenamente a suas necessidades profundamente sentidas e percebidas. Seu organismo sensorial abre-se ante ela. Deverá abrir seus olhos em relação aos seus sentimentos, suas sensações e refleti-los.
5. Viver sem respeitar a iniciação da Oguapy é viver de maneira unilateral e incompleta. Isso trará as mesmas consequências de um regime alimentar indigesto, provocando a decadência da menina-mulher.
Tudo é possível para as jovens mulheres com temperamento certo e atitudes afetuosas.
Este slide da Kk’antu-tika, é uma síntese do livro prodigioso da Mãe d’Umbigo Raizeira ~ Mãe d’Água. Lhes pedimos que nos acompanhem com sua paciente leitura no www.mallkuchanez.com
Jaxy Pya’Hu, Lua Nova, Maio \ 2025

Ainda que o mundo mude mil vezes , as cerimônias ou os rituais da Kk’antu-tika sempre alcançarão a Mãe d’Água. Por onde flui a Kk’antuti-tika passam os fluidos energéticos.
Elas jamais deixarão de existir. Willka Kollasiri.
Kk’antu-tika Pacha Lea
Kk’antu-tika Pacha Lea - Castelhano

A flor que se abre, é
Primaveralmente úmida e cheirosa,
Emocionalmente florida,
Fisicamente a amadurecer e
Energeticamente e espiritualmente radiante.
As aves e a flor que se abre são
Seres aparentemente fracos e deveis,
São fortes e flexíveis, aceitam
Dialogar com tempos inesperados,
Chuvas torrenciais, trovoadas,
Tempestades, raios e ventos alvejantes.
Hoje, infelizmente nos toca sobreviver
Num mundo cego de
Tempos imprevisíveis;
Quando esperamos o
Frio vem um incandescente
Calor, quando esperamos o
Calor advém o frio e a umidade,
Que nos faz lembrar
Até de nossos ossos.
Não roubes tuas próprias verdades
Um Pya’, coração, com sentimento de
prevenção antes das lamentações;
As iniciações femininas, como
cultura e educação energética e
espiritual do ventre juvenil.
Para não acontecer o pior, uma
Gravidez precoce indesejada!
As verdades antigas são uma realidade da natureza da vida; cada um de nós cresce sobre a herança e o acúmulo de práticas e conhecimentos dos nossos ancestrais. Porém, as verdades de nossos antepassados não podem florescer e tampouco suas cores e matizes podem ser vivenciados sem COMUNICAÇÃO, sem falar, sem dialogar, sem entrar em acordo, sem observar as(os) outras(os) para aprender. Não se cresce sem o conhecimento e as experiências práticas dos povos originários que tem adquirido.
Para que aproveite da melhor maneira tua juventude é necessário que você se beneficie do que tua mãe e teu pai e outras pessoas tem adquirido, aprendido e criado. Isto inclui a educação energética e espiritual de teu ventre juvenil. Qual seria a melhor maneira de conhecer os fluidos, os sons e as vibrações dela? Como obter e manter amigas e amigos sinceros e transparentes? Como criar pautas, diálogos, e conversas úteis para teus encontros? Como encaminhar as respostas e as perguntas perante o namoro para organizar um futuro matrimônio?
Como ‘acender’ um diálogo sincero com o parceiro para não ter relações íntimas precoces e em consequência não acontecer o pior, uma gravidez precoce indesejada?
Como evitar e ficar longe dos abortos caseiros e clínicos feitos por técnicos medíocres? Como abrir os olhos para não adquirir doenças sexualmente transmissíveis como a SIDA?
Será que no futuro você terá que pedir um ‘certificado de saúde’ a teu companheiro para que possa concretizar teu “casamento”? Como evitar o consumo de cigarros, de bebidas alcoólicas, o uso de drogas e relações sexuais precoces? Devemos nos reconsiderar e nos prevenir antes de nos lamentarmos das nossas dores físicas, depressões emocionais, desequilíbrios mentais e deficiências energéticas.
Por que pensam alguns jovens que não tem nada a ouvir e nem desejam aprender lhufas de pessoas adultas? Que você pensa disso? Além de escutar as reflexões e as experiências de culturas diferentes e de pessoas maiores, também necessitamos de outras fontes de informações e práticas, acerca do longo caminho da vida que temos que percorrer.
Você pode estar criando ilusões dentro de teu mundo de fantasias, porém deves pensar nas realidades concretas do mundo cego que nos tocou viver, hoje, no “Pau-Brasil”.
Há guerra civil! Há crianças que no dia a dia questionam seus tutores sobre a morte que as rodeia, pessoas que ficam presas em suas residências, gente que morre em séries, jovens morrendo em confrontos públicos, ditadura civil que mantém atitudes hipócritas recheadas de furtos refinados, um sistema de corrupção alimentado e beneficiado pela impunidade: não chegam a pedir a devolução do dinheiro subtraído, os bens dos corruptos não são confiscados, cumprem as penas em liberdade, além de terem a possibilidade e a oportunidade de assumir cargos políticos e administrativos no futuro. Acreditar no talento desses senhores é fabuloso. O réu Gil Rugai, por exemplo, saiu andando pela porta da frente do fórum para cumprir a sua sentença em “liberdade” após ser julgado e condenado pela morte de seu pai e de sua companheira. Que justiça é essa?
Quando um “pé de chinelo” subtrai alimentos é trancafiado imediatamente e ele não tem recurso algum para poder ter algum benefício jurídico. Das escolas e dos colégios do estado de São Paulo saem muitas crianças e adolescentes sem saber ler nem escrever, a saúde está sucateada e as que utilizam esses “benefícios” tem a “honra única de viverem em palafitas rodeadas de esgotos ao ar livre”.
Porventura em alguma Universidade das mais bem conceituadas já foram levantadas temas sobre essas realidades nas redações de vestibulares? Como acreditar nas mentiras, “verdades absolutas” dos chamados adultos recheados de razões e de análises?
Há muito egoísmo. Muitas pessoas são tratadas com injustiça. Também há muita falta de honradez; ocorre a contaminação da moral e da ética civilizada que nos leva à incredulidade.
A mulher é anulada e abandonada desde o ventre materno. Não existe uma cultura e nem uma psicologia feminina e menos ainda uma filosofia; até nos livros didáticos as mulheres foram banidas.
Você deve se perguntar: o que eu devo aprender destas pessoas adultas que são entrevistadas na mídia? Jamais sabem algo. O caso mais latente é o caso do engenheiro Maluf que se arrasta há muito tempo. Se ele subtraiu ou não, bens materiais do município da São Paulo ainda perduram dúvidas.
Observam-se situações conflitantes entre inimigos políticos de outrora que hoje são ‘amigos’. Mesmo o prefeito atual, o ex-ministro da Educação, o senhor Fernando Hadad, foi apoiado pelo engenheiro Maluf. Até quando os fios da honestidade e da dignidade que foram tecidos desde nossa ancestralidade que vibram e fluem desde as entranhas de nossas mães estarão sendo destruídos?
É verdade que muitas pessoas adultas que conservam mentalidade infantil estão deixando, hoje, muito a desejar: brincam, brigam, choram, com sua responsabilidade, mentem de boca cheia, alimentam um mundo corrupto para nos fazerem enlouquecer e fazem com que muitas pessoas de uma forma ou outra fujam dessa realidade.
A sobrevivência se tornou tão vulgar, a vida perdeu seu valor e há entre pessoas adultas quem fique entristecido como você ao ver tais situações. Os “espertos” ficam nas ruas e as pessoas omissas e submissas são obrigadas a permanecerem trancafiadas em “cárceres particulares”, ‘cárceres sociais’, suas residências.
Todos estes indigestos problemas não começaram a se desenvolver dentro de uma só geração. Começaram há muito tempo, desde quando massacraram todos os povos originários, os quais poderiam ter contribuído com sua cultura, com seus costumes e suas tradições.
Os euroíndios, os “civilizados” ocidentais, não respeitaram e nunca aceitaram as diferenças. Hoje, essas culturas tradicionais fazem muita falta, mesmo que nenhum civilizado concorde e as aceite. De fato, a cultura ocidental civilizada, em dois mil anos, tem destruído tudo o que se encontra ao seu redor e por causa disso as pessoas vão de uma crise moral a outra, e a cada crise se torna mais difícil perceber o que faz o ‘senhor capitalista’ travestido de comunista ou que faz a igreja da fé com seus pedófilos de plantão.
É óbvio que ter mais idade ou ter experiência não subministra todas as respostas aos problemas da vida. Por exemplo, um ex-prefeito da cidade de São Paulo proferiu em certa ocasião: ”estupre, mas não mate”. Alguém se dispôs a processá-lo? O ministério público fez de conta que foi um elogio para as mulheres e não uma violência.
Se não fosse por esses “excessos” de educação e de dignidade, o comportamento de algumas pessoas seria diferente. Mediante isso tudo, talvez fosse melhor optarmos por uma educação e informações mais naturais, fazermos renascer os ensinamentos dos povos originários das amazônicas e das andinas com a Cultura do Ventre Feminino e da Mãe d’Umbigo Raizeiras, iniciações e práticas energéticas especificamente femininas.
Quando num país, o corrupto é considerado um homem esperto!
Quando num país, o corrupto é considerado um homem esperto, chegou o momento de mudar tudo e começar uma nova história onde imperem a honestidade, a dignidade, respeito aos valores humanos e respeito aos ‘dissidentes’, pessoas que pensam e tem práticas diferenças, como os povos originários, amazônicos e andinos.

Energia, espiritualidade, educação, cultura,
virtudes e hábitos femininos
Um Py’a, coração, com sentimento de
auto-responsabilidade para dizer: estou agradecida, pelo grande poder de minha intuição;
Um Py’a, coração, alegre para dizer: sim, à Abstinência feminina.
Prevenir-nos antes de Lamentar-nos;
Quando aparecem as vibrações energéticas, as emanações espirituais, os fluidos e os sons, se aproximam a primeira ovulação e a menarca, da menina-mulher, a kuñateĩ. Assim, se faz importante o ensinamento da cultura, da língua, e da cultura eletromagnética do ventre feminino, a Pacas Mili e o Kheno da Pacas MIli.
Seu conhecimento é um dos fundamentos obrigatórios nos estudos de autoconhecimento e de autodomínio para que a kuñateĩ, possa se intuir e se expressar através do seu organismo sensorial.
A influência que o campo magnético dá Pacas Mili e o Kheno da Pacas Mili exercem na adolescente, na jovem-mulher, na Mãe d’Água e na Mãe, são atitudes e valores adquiridos em graus suficientemente compreensíveis a respeito dela mesma e serão indispensáveis nas suas futuras relações com ela mesma e com a sociedade.
Ao invés de limitar estes ensinamentos a um estudo intelectual transmitido através de meras palavras, procuramos mostrar, demonstrar e estimular as meninas-mulheres, kuñateĩ, as adolescentes, kunã, as jovens-mulheres, Kaia’y, e as Mães d’Água, Y’Sy, a emergir, a sentir, a intuir, a perceber e a discernir através de suas próprias sensações.
Nosso propósito é despertar nelas um máximo de empenho em expressar suas sensações energéticas e espirituais profundamente associadas ao coração, aos pensamentos e a seus sentimentos com suas abrangências físicas.
Temos como intuito resgatar a formação e o desenvolvimento dos sentidos e dos fluidos energéticos e emanações espirituais da menina-mulher e da jovem-mulher na busca de objetivos próprios para a inclusão feminina na arte de se aceitar e de expressar a energia da Pacas Mili e o Kheno da Pacas MIli para que reaprendam a se resguardar no ciclo de sua Lua de Ovulação (lua de nascimento), no ciclo de sua menarca e posteriormente na sua menstruação. Que o sentimento de sua auto-responsabilidade assimile o grande poder de sua intuição.
Tudo isso ajudará a menina-mulher e a jovem-mulher a não lhes dar tempo e nem espaço às insatisfações de sua consciência atribulada, com suas abrangências físicas que promovem os sentimentos de culpabilidade e de irresponsabilidade perante si mesma.
Por que a procura da satisfação e o PRAZER do organismo sensorial feminino são sempre encobertos pela repressão, por uma figura masculina ou por sapos encantados e pelos retalhos herdados da culpabilidade e o masoquismo patriarcal religioso?
Devemos advertir que as regras ortodoxas patriarcais redimem e impõem o sentimento de culpabilidade; a moral patriarcal é imposta à menina-mulher e à jovem-mulher desde sua mais terna infância através de livros pedagógicos, das catequeses, dos contos de fadas europeus tornando-as órfãs de sua identidade, de sua cultura original, de sua força energética, de suas emanações espirituais e de princípios flexíveis.
As meninas e as adolescentes reprimem o que não podem alcançar. Por que elas devem ser sempre “salvas” por um ‘príncipe sapo’ e não por suas atitudes, seus hábitos, seus valores e por suas próprias responsabilidades? Nas culturas ocidental e oriental, elas forçam unilateralmente uma inspiração ‘natural’ de rebeldia, medo, autoritarismo, depressão, ansiedade, surtos, esquizofrenia e até de suicídios, quando se sentem impotentes em desenvolver seus próprios poderes energéticos, a causa do declínio social e cultural.
Os desejos e as ideias contemporâneas penosamente e artificialmente reprimidas podem encontrar uma nova aurora nas práticas constantes dos rituais de Iniciação Social Feminina e das Kk’antu-tikas, a Flor que se Abre, rituais de Passagem Pessoal que constituem no ensinamento e na educação dos fluxos energéticos da Pacas Mili, da cultura do ventre feminino e do Kheno da Pacas Mili, eletromagnetismo do ventre feminino.
A Medicina Itinerante Kallawaya andina tem como foco central, nesta obra, as questões da Medicina Preventiva Infanto-Juvenil e das assistências sociais e educacionais.
Pacas Mili e o Kheno da Pacas Mili, a medicina do campo magnético feminino, é um conhecimento acerca da Força d’Alento Universal e da vida preventiva das crianças, das adolescentes e da jovem-mulher, que podem mediar e orientar as várias indagações desafiadoras para a sua juventude em desenvolvimento energético e espiritual.
Atualmente, muito se ouve falar a respeito dos seguintes conceitos:
a) Diálogos suprimidos na família
b) Abuso de substâncias químicas
c) Abortos domésticos e clandestinos
d) Crianças e adolescentes abandonadas (os)
e) Doenças transmitidas sexualmente
f) Prevenção da AIDS (SIDA)
g) Recesso acadêmico (analfabetismo funcional estimulado pelas escolas do Estado)
h) Suicídios de jovens cidadãs e nativos
i) Gestações precoces de crianças e de adolescentes
j) Álcool e cigarros em crianças e adolescentes
k) Drogas sintéticas e outras
l) Estupros e pedofilia
Pacas Mili e o Kheno da Pacas Mili, a cultura do eletromagnetismo do ventre feminino, nos oferece a renovação e uma reflexão prática e necessária de todas estas questões ou conceitos citados ou não citados, que se fazem importantes na prevenções, nas assistências e nas orientações da vida em sua integridade.
Um Py’a, coração, alegre para dizer: sim, à
Abstinência feminina.
Prevenir-nos antes de lamentar-nos;
Primeiro, partimos do pressuposto de que se deve ensinar a valorizar a Natureza da energia vegetal e em segundo momento, a Natureza da energia e espiritualidade humana, em terceiro momento, cultuar a abstinência feminina até o amadurecimento dos tecidos dos respectivos órgãos, e das vísceras do organismo sensorial, e a percepção das sensações energéticas e o pressentimento das emanações espirituais.
Os Rituais das Kk’antu~tikas, a Flor que se Abre, de Iniciação Pessoal e Social, exercem um papel fundamental na promoção das atitudes e na valorização do Nuk’e Atipay, energia e espiritualidade feminina.
As questões preventivas fundamentais para as(os) adolescentes devem ser seriamente e eficientemente abordadas através de uma orientação educativa e preventiva em sua totalidade e não somente através de estímulos eróticos comerciais e sexuais. A racionalidade patriarcal religiosa apela para uma moral duvidosa, a má consciência associada ao pecado original, cujo castigo espartano originou o corpo do pecado, o corpo indecente.
Experiências e relatos indicam a inexistência de pesquisas pontuais sobre o tema da “prevenção-infanto-juvenil” no Brasil. No entanto, percebe-se claramente que muitas das adolescentes são sexualmente ativas, estimuladas a não valorizar a energia e a espiritualidade, a abstinência física pelos governos, secretarias de educação, escolas, indústrias, etc. Além disso, a distribuição de anticoncepcionais aparentemente “seguros”, eficazes e irreversíveis às(aos) ativas(os) e às(aos) não ativas(os) deixam sequelas emocionais, destroem o organismo, e bloqueiam a energia e baixam a espiritualidade do coração e dos órgãos internos e logo o organismo sensorial em sua totalidade.
Essa indiferença lacônica origina a iatrogênica cultural, causa sequelas biopsicossociais irreversíveis, provoca uma contradição absurda nos juízos de valores numa sociedade hipócrita, insensata, intervencionista e totalmente manipuladora.
Lamentavelmente, os ‘corpos do pecado’ acabam se tornando síndromes irreversíveis para a sociedade e para a cultura feminina. Essa não é a mensagem apropriada que a criança e a juventude feminina imobilizada, abandonada, adormecida e desorientada deveriam herdar.
Quando perdem os escassos valores, as atitudes e seus hábitos que lhes restam, como respeito a si mesmas, as meninas e jovens ficam aflitas, sem nenhuma noção da realidade que as rodeia, aprendendo somente a repetir monólogos, dizer: sim ou não. Mencionar simplesmente estes monossílabos não basta quando lhes é perguntado, por exemplo, se são a favor ou contra o aborto.
As jovens são carentes e órfãos dos princípios de autorreflexão, de auto-respeito, de auto-análises textuais e dos princípios da crítica. Isto é uma injustificável agressão aos valores humanos.
Dão às pessoas o direito da escolha na Constituição, o direito ao voto e por outro lado ameaçam intimá-las e castigá-las se não votarem, se faz ilusão à ‘liberdade’, mas se faz juízo à emancipação, à escravidão política cultural, do politicamente correto, submetendo-as mentalmente e fisiologicamente.
O massacre monossilábico coletivo se concretiza, amordaçando a uns e colocando vinagre na boca dos outros para não falarem e menos ainda expressarem seus sentimentos, estimulado pelo Estado de Sítio do “analfabetismo funcional das escolas”, das coutas e outros. O Estado de Sítio Civil só favorece aos politicamente corretos, à corrupção e ao cooperativismo político.
A juventude, uma ‘Flor que se Abre
magneticamente e espiritualmente’.
Um Py’a, coração, com sentimento de
Juventude para dizer: uma
flor que se abre para a Natureza;
A Oguapy, a juventude feminina, é uma ‘flor que se abre’ na Natureza. Ela tem uma relação direta com a estação primaveril do ano.
A juventude feminina é uma semente e raiz de frondosa vitalidade e flexibilidade. Ela vai se fortalecendo e se desenvolvendo através das ‘grandes emanações espirituais e relações dos movimentos magnéticos femininos’, que fluem através do poder energético e espiritual. Elas mantem as mudanças periódicas de ovulação e menstruação, de continuidade, de constância e de permanência. Sem esses movimentos magnéticos e espirituais jamais existiríamos.
O campo eletromagnético da Oguapypossui muitas oportunidades de absorver nutrientes, captar e radiar energia e emanar espiritualidade, num universo de atividades que se lhe vão apresentando.
Oguapyexpressa a Força d’Alento Universal e o mal-estar, uma fortalece e a outra a desmorona, enfrague-se com cólicas ventrais, é regrada, mas as emoções podem fazê-la desregrar, como grandes ondas do mar, poderá vir em grandes períodos e outras vezes em períodos curtos, assim mesmo ela deve ser primaverilmente úmida e cheirosa, emocionalmente florida, fisicamente em processo de amadurecimento, energeticamente eespiritualmente radiante.
Muitas também serão tuas experiências umas agradáveis e outras traumatizantes que poderão influenciar suas relações. As dissoluções e as soluções sempre existiram, as perdas para a Natureza serão inevitáveis, o mais singular seria você se reerguer, se levantar e se movimentar.
Para que as perdas não danifiquem profundamente teus sentimentos, como tuas sementes e raízes, você precisa se fortalecer através dosMborat’es,entoares, de aves, cigarras, papagaios, araras, gafanhotos, queda de folhas das árvores, queda d’águas, ventos e trovoadas que moram na mata, nos rios e nas montanhas, e assim você buscará atividades que poderá realizar, somando, deste modo, tuas vivências. Sim, expressa-as com o pya’, coração, tu espiritualidade elas sempre estarão presentes e se tornarão permanentes.
Na juventude, as alegrias e as tristezas, os erros e os acertos, as brincadeiras e as lágrimas, os desafios e as provocações, a confiança e a desconfiança, a força, a garra e a coragem servem-te como consolos.
Não roubar tuas próprias verdades, assumir tuas falsidades e fantasias, é começar a acreditar em si mesma num momento em que te cercam as iniciações femininas, as Kk’antu~ticas, as iniciações intelectuais como os vestibulares e depois a Faculdade. Postule à educação, ao ensino, à organização e à disciplina para que você possa dar valor a tuas atitudes, hábitos e responsabilidades, assim tua autoconfiança aumentará a cada entrave que vencer.
A Oguapy é um período de transição, um período de mudanças em que as transcendências energéticas e espirituais, a ovulação e a menstruação regular ou irregularmente vão se manifestando. Teu organismo sensorial vai se desenvolvendo até chegar a amadurecer em torno dos vinte e três anos. Você vai precisar de mais tempo para alcançar a maturidade instintiva, intuitiva, sensitiva e emocional.
1Algumas das mudanças que se vão efetuando poderão te provocar confusões ou inseguranças. Quando sentir pressõesinternas até então desconhecidas, você deverá encontrar uma maneira criativa para que possa perceber e vencer tais desafios porque todos os teus movimentos magnéticos e emanações espirituais fazem parte de uma extraordinária fortuna, e somando tuas novas experiências poderá chegar a ser uma pessoa autônoma algum dia, com deveres e direitosassumidos.
Um Py’a, coração, com sentimento de
crescer para se emancipar;
Muitas vezes, você pode achar que leva uma vida muito restrita e controlada, cheia de “faça isto”, “faça aquilo”, “não faça isso”, “faça o outro”. Porém, refletindo com base num outro ponto de vista, quando se é jovem,acredita-se na liberdade, uma palavra sem regras no mundo ocidental civilizado. Em outras culturas, a liberdade espiritual é uma Deusa adormecida dentro de você; ela exige orientação, supervisão,limites e disciplina para consigo mesma de acordo com a idade.
Ao invés de você tentar carregar o fardo de todas as preocupações do teu lar, lembre-se de que há outras pessoas que assumem essas responsabilidades: são tua mãe e teu pai, pessoas que tem mais experiência de vida. Eles se responsabilizam por teu desenvolvimento, tua formação e educação, enquanto você conta com tempo e espaço privilegiados para buscar e adquirir conhecimentos, desenvolver atitudes e habilidades, criar dificuldades e erros, logo refletir sobre tua forma de ser.
Você possui muito mais regalias e tempo para aprender a ler, a escrever sobre seus sonhos oníricos ou fantasias e sonhos vespertinos. Também você conta com tempo para conversar e pesquisar nas bibliotecas, acerca do que outras pessoas escreveram ou estão escrevendo, criando novas ideias e novos projetos, novas formas de analisar e ver a vida, para poder refletir sobre essas realidades.
Por outro lado, existem famílias com menos recursos econômicos e com um dos membros com fragilidades físicas e emocionais, cujo parceiro se faz ausente por vários motivos. É desorientador tentar crescer e criar disciplina para manter a harmonia dentro de um caos, essa é uma realidade que deve ser aceita e num caso assim, o mais aconselhável seria buscar orientações de profissionais de ajuda.
Um Pya, coração, com sentimento de um ninho cheio
de ovos de aprendizagem dos quais podem brotar
passarinhos e voar;
É possível aprender muito através de teus êxitos e fracassos, de tuas quedas e dor. Em alguns casos, você poderá fazer uma escolha sábia e outras vezes, se frustrar com seus próprios erros e derrotas. Tudo isso pode ser de grande valia no momento em que for decidir a direção e o caminho que tomará num futuro próximo.
A vida humana é um ninho cheio de ovos de aprendizagem dos quais podem brotar passarinhos ou que podem apodrecer nos fiapos do ninho, se a mãe os abandona por qualquer motivo. Portanto os erros, as derrotas, os trancos e os barrancos, as quedas e as dores são significativas, o levantar-se e o movimentar-se, Omopuã Pacha, será uma constante e inevitável em teu caminho.
Um Py’a, coração, com sentimento de reflexão e arrependimento para dizer desculpe;
Em geral, a humanidade civilizada é bastante reticente quanto às mudanças no seu modo de entendimento, nas percepções das diferenças e na aceitação de outras CULTURAS, nas mobilizações, nos questionamentos, nas críticas, e nas reflexões a respeito das ordens e ‘desordens práticos’ do mundo, principalmente dos povos originários do Continente AywaYala, Terra sem Males (hoje, América do Sul) .
As diferenças entre os fluidos, os sons, as vibrações energéticos, as emanações espirituais e materiais, entre os fatos éticos e imorais, entre as verdades dogmáticas e as realidades sociais, entre as ideias e os costumes são atitudes e valores de todas as culturas, e continuarão sendo enquanto esses conceitos estiverem sendo sempre reciclados e integrados ao todo.
As mudanças frequentemente supõem alterações na maneira de ser através da cultura e da educação. É importante procurarmos novas formas de viver, resgatando e inserindo diferentes formas de educação como a cultura da Pacas Mili e o Kheno da Pacas MIli, a cultura magnética do ventre feminino, tecnologia da medicina andina Itinerante Kallawaya, que nos assinalam a sabedoria dos fluidos milenares femininos.
Os processos reflexivos e as considerações sobre a feminilidade proporcionadas pela cultura da Pacas Mili e o Kheno da Pacas Mili, darão à Kuñataĩ, menina-mulher, a adolescente, a jovem –mulher, a Mãe d’Água e a mama’e, a oportunidade de optarem por conhecer e reconhecer o quão maravilhoso é o Nuk’e Atipay, energia e a espiritualidade humana, que brota do centro do ventre feminino, ou optarem pela imobilidade, pela temeridade e pela tenacidade dogmática patriarcal religiosa que expõem o organismo sensorial feminino como o “corpo do pecado”, o corpo mutilado e o corpo da pedofilia, vitima da fé consagrada.
Pacha Lea - Jaxy Pya’hu
A quietude na montanha,
A fonte que brota na montanha,
O fluido das águas que percorre a montanha,
A lua nova espelha-se no fluido de essas águas,
Assim é a
Pacha Lea, o sapé que brota da montanha.
A fonte que brota entre os sapés da montanha é a imagem da juventude.
A água tende necessariamente a seguir fluindo.
A perseverança e a continuidade são favoráveis pode chegar ao sucesso.
Para isso ela deve encontrar um(a) instrutor(a) experiente e ter atitude correta em relação a ele(a).
Valendo-se de sua perseverança que não a enfraquece até dominar ponto por ponto a aprendizagem, ela chegará a um grande sucesso.
Assim como o escoar das águas, as radiações e vibrações energéticas e as emanações espirituais conseguem fluir e superar as estagnações, preenchendo todas as depressões que encontram em seu caminho.
Do mesmo modo, a formação do CARÁTER consiste na meticulosidade que nada omite, porém como os fluidos das ÁGUAS continuará gradualmente preenchendo todos os espaços vazios e assim seguirá adiante.
Os princípios fundamentais da mãe do pai são o começo da educação.
A juventude, em sua inexperiência, tende no início a encarar tudo de maneira descuidada como uma brincadeira. Deve-se, então, mostrar-lhe a SERENIDADE, a PACIENCIA perante a vida. É benéfico que ela busque seu AUTODOMÍNIO através de uma RIGOROSA DISCIPLINA. Aquela que brinca com seu organismo e sua vida NADA REALIZARÁ.
A Pacha Lea – Jaxy Pya’hu, depois de suas iniciações encontra-se dotada de uma necessária força energética e espiritual de princípios flexíveis para saber lidar e levar o peso de suas RESPONSABILIDADES.
Obs:
Nome primordial; Pacha Lea. Significado: Tempo das Azaléas
Nome da Lua de Nascimento; Jaxy Pya’hu, Lua Nova
Na Natureza, a vida vegetal deve sua força de vida ao fato de estar ligada ao solo, a Mãe Terra, a Pachamama, onde as forças energéticas e espirituais maternas se manifestam, portanto, a vida vegetal adere às transformações do Universo Energético Aberto, a Mãe Cósmica.
Na natureza humana, as iniciações femininas em sua Força d’Alento Universal estão ligadas a Mãe Terra, ao luar, aos costumes, às superstições, às ideias e às experiências práticas milenares do mundo das adultas das diferentes etnias e das transformações, das ‘grandes emanações espirituais e das relações dos movimentos magnéticos femininos’, a Mãe Natureza.
A natureza vegetal e a natureza íntima feminina chegam a uma fase de desenvolvimento em que uma vez atingida o momento certo, as mudanças dos fluidos energéticos e espirituais, das vibrações, dos sons e dos fluidos úmidos do organismo sensorial se fazem perceptíveis.
A sabedoria dos fluidos da natureza feminina, organismo úmido, pelo fato de estarem ligadas ao solo, ao cosmos, às pessoas adultas e a sua cultura milenar, suas transformações se tornam inevitáveis na Mãe Cósmica e na Mãe Natureza.
Essas transformações na Mãe Cósmica e na Mãe Natureza, dão início a uma nova configuração energética e espiritual feminina, a Pacas Mili e o Keno da Pacas Mili, a cultura do Eletromagnetismo e Espiritual do Ventre Feminino para a formação e amadurecimento do seu caráter e da sua identidade. Ganhar e perder energia, enfraquecer e fortalecer a espiritualidade, faz parte da Natureza, das transformações da vida, é uma lei Universal.
A primavera da natureza íntima feminina é energeticamente e espiritualmente radiante. Faz-se presente na juventude flexível e abrasiva da menina-mulher, tem suas origens na Etã, ovário, fonte energeticamente e espiritualmente inesgotável de segredos e tesouros, praticados e descritos no ritual de iniciação da Pacha Lea, na Kk’antu-tika, A Flor Que Se Abre Na Juventude.
A delinquência juvenil tem sua origem nas diferenças sociais e é distinta daquela que nasce dos transtornos culturais. Por que os adolescentes cosmopolitas se transformaram nos principais protagonistas de artífices de delitos? Por que a delinquência juvenil só acende e arde?
Evidentemente as causas que originam este fenômeno antissocial são questionáveis. Pode-se deduzir e notar os seguintes fenômenos: motivos políticos e econômicos, educação inadequada no lar, sistema educacional falida, fatores fisiológicos, energéticos, psicológicos, biológicos e preconceito da cultura dos povos originários.
Através de atitudes e hábitos displicentes se inverteram os VALORES do correto e do errôneo. O estado ideológico, o sistema de ideias, se encontra à margem do caos por não saber lidar com seus acertos e seus desacertos.
Nesses anos psicossocialmente caóticos, desde a subjugação colonial, o individualismo, o materialismo e a anarquia adquiriram um desenvolvimento maligno. As ‘relações humanas’ se encontram excessivamente transtornadas e tensas, violentas e truculentas. Chegou-se ao extremo que estudantes de medicina foram estupradas pelos próprios colegas na Universidade de São Paulo, USP. Isso vai criando uma grande quantidade de adolescentes desorientados, angustiados, insociáveis, carentes de conhecimentos, órfãos de valores sadios e carentes da cultura e da educação tradicional, conduzindo-os até ao extremo do suicídio. Eles admitem, que é melhor morrer bebendo álcool, que de tédio.
Todas as instituições civilizadas fracassaram. O caos, os resíduos e os detritos dos massacres da colonização, a atitude arrogante dos euroíndios perante os povos originários, a escravidão, a ditadura e o capitalismo desenfreado estão reaparecendo nos comportamentos dos delinquentes juvenis e nos adultos. Perante o caos, muitos dirigentes políticos se aproveitam da situação e de sua posição política para conquistar privilégios e benefícios privados.
Tais condimentos políticos servirão ainda mais para ensombrecer as atitudes desenfreadas dos e das jovens, produzindo-lhes suspeitas, descontentamento, raiva, vacilações e desconfiança. Quando um jovem desiludido percebe essas atrocidades dos adultos impregnados de poderes políticos malignos, que RESPEITO e limites, ele ou ela vão ter em relação às regras da LEI dos civilizados? É por isso que muitos adolescentes se incrementaram com um notável ânimo de mentalidades antissociais, fatíveis de se converter nos fundamentos da delinquência e da violação das leis contemporâneas.
Os desacertos da educação prejudicam em muito a iniciativa dos maestros e das maestrinas do ensino e no desejo de estudar dos alunos e das alunas. O sistema de ensino obrigatório tem sido aplicado na prática como planejado, a dissociação mental, em relação à ‘passagem continuada’ seria a meta. Esse sistema truculento e religiosamente falido tem causado e deixado sequelas psicossociais irreconciliáveis entre o(a) pupilo(a) e o mestre, e mais maligno é ainda o banimento e abandono escolar das suas alunas e dos seus alunos.
A criança que abdica do ensino escolar, primeiro, é abandonada do âmbito familiar, vaga pelas ruas ignorada pela sociedade, procurando o que fazer; assim, encontrará pessoas retardadas que as conduzirão a possíveis vícios, às drogas, ao álcool, à comissão de atos delitivos, à prostituição, a assaltos, às abordagens e aos latrocínios.
A influência dos tutores dentro do ambiente familiar são requisitos importantes para a fundamentação e para a alteração dos valores práticos da estrutura familiar. A estrutura da comunidade e do lar tem sofrido várias mudanças na era capitalista: os tutores saem ao alvorecer para trabalhar e retornam ao anoitecer, não tendo, assim, tempo e nem forças para atender a sua prole. Isso colabora para o desalento da disfunção familiar automatizada na educação e na comunicação.
A formação escolar e social, por sua parte, não possui sentimentos e nem técnicas suficientes, nem tempo e nem forças para preencher tais deficiências sentimentais e educativas do lar. Ao regressar da escola, as crianças não encontram ninguém que os receba com amor, os atenda carinhosamente e lhes de ajuda nos estudos, não sabem a quem buscar para solucionar seus problemas ou para pelo menos por em dia suas descobertas sentimentais, intelectuais e curiosidades.
Nesses lares obscuros, vazios e frios, computadores e celulares não são muito atraentes para as crianças, pois os aparelhos não lhes dão sentimento e calor humano. Assim, essas crianças ficam abandonadas a sua sorte e se tornam objetos fáceis da influência antissocial.
Outro problema, que de nenhuma maneira se deve menosprezar, é a separação do casal e a incursão de familiares déspotas nos lares e em outras situações, trazendo um amplo retrocesso na educação do(a) adolescente. A morte de um dos progenitores, o abandono das crianças e outros motivos produzem uma tendência ao notável aumento de lares deficientes.
Os aumentos de lares deficientes destroem a função e os papéis dos progenitores no lar. Essas deficiências ‘injustas’ para os adolescentes distorcem seu mundo psicossocial, criando lentamente um caráter de indiferença, de solidão. Alguns, na tentativa de se reconstruir no meio de semelhantes sofrimentos, procuram nas ruas um consolo, uma amizade que lhes proporcione sentimento e compreensão humana. Porém, dependendo do impacto de fatores benignos ou malignos que receberem poderão se inclinar facilmente ao caminho delitivo.
A atitude displicente dos tutores de oferecer excessiva proteção econômica aos adolescentes por medo de errar acaba por semear um futuro de muita frustração para a(o) jovem adolescente.
A excessiva indulgência e os mimos que se manifestam no lar, pai e mãe cegos e obedientes em tudo aos jovens adolescentes, atentos aos menores sinais de insatisfação, tentando satisfazê-los em todas suas excessivas demandas, convencidos de que ganharão assim seu carinho, sua atenção e seu respeito. Semelhantes tutores são indulgentes para com os erros e atos indevidos dos adolescentes. Alguns tutores, inclusive, encobrem atitudes frustrantes e errôneas dos adolescentes sem lhes dar a devida correção, orientação e educação.
Não semeiam e nem cultivam a reciprocidade, o amor, a solidariedade, a disciplina no trabalho e dedicação aos estudos. Os maus tutores estimulam os seus adolescentes a receberem gostosamente os serviços que lhes concedem segundo o “bom costume”: comida pronta, roupa lavada e passada, dinheiro para as suas diversões, sem cobrar nada em troca.
Forma-se e alimenta-se a preguiça. Alguns abusam de seu poder e de suas relações para doar aos adolescentes uma ilusão, um “destino cheio de brilhantes”, carros e viagens.
Não querem e nem desejam que os adolescentes ganhem sua posição na sociedade através de seus próprios esforços. Esse método errôneo de preparação para a vida cria uma consequência extremadamente grave, pois, fazem com que os adolescentes obtenham uma personalidade arrogante, despótica, autoritária, egoísta, ambiciosa, porém, faltos de capacidade para se tornarem independentes, experientes e incapazes de integrar-se e acomodar-se às circunstâncias sociais contemporâneas.
Criar uma criança dando-lhe mimos excessivos, sem regras e sem limites necessários para educar acaba convertendo-a numa pessoa aterrorizante. Num lar em que a reciprocidade e a solidariedade são banidas, gera-se um ‘humano horrendo’ com grande poder de agressividade e destruição.
Há progenitores que se inclinam ao desfrute pessoal, possuem uma curta visão da sua realidade, se preocupam unicamente com seus interesses imediatos e econômicos, inclusive fazem com que adolescentes e menores abandonem a escola. Nesses casos, com frequência, os adolescentes se isolam, manifestam melancolia e descontrole. Como não recebem aconchego no lar, os adolescentes em tais situações acabam por buscar um apoio desumano na sociedade. Os tutores indiferentes não percebem o mal que cometem.
Por isso e por outras, temos elaborado este pequeno trabalho direcionado aos progenitores e às (aos) adolescentes para que sirva como um guia de prevenção e de cultura. Desejamos que através desta leitura reflexionem e busquem no futuro a satisfação no amor e o prazer de viver e não somente o de sobreviver.
Kk'antu tika - Iniciações femininas
Primeira Iniciação Feminina parte 1
Primeira Iniciação Feminina parte 2
Segunda Iniciação Feminina Parte 1
Segunda Iniciação Feminina Parte 2




