Kk’antu-tika Pacha Lea - 1ª A flor que se abre na iniciação feminina

Kk’antu-tika
Rito de iniciação feminina
Não há Mãe D’Umbigo maior para a conscientização da plenitude do ritual da
Kk’antu-tika, da intenção e da intuição energética finita.
É primaveralmente úmida e cheirosa, emocionalmente florida,
fisicamente amadurecida e energeticamente radiante
Passarinhos, seres aparentemente frágeis, aceitam dialogar com tempos instáveis, com
as chuvas torrenciais, trovoadas, tempestades, raios e ventos inesperados.
Hoje, infelizmente, nos tocou sobreviver num mundo cego de tempos inesperados.
Quando esperamos o frio vem um incandescente verão, quando esperamos o
calor advém a umidade e o frio, que nos faz lembrar até de nossos ossos.
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Mas vale usar, o valor energético para uso próprio, através dos sonhos primordiais para chamar a atenção de si mesma sobre a qualidade energética espontânea da ovulação e menarca. Conhecer a intuição sensível que se origina em cada pessoa paisagem é conhecer as relações dos ajayos, movimentos de energia que fluem incessantemente no organismo sensorial. |
A juventude é uma “flor que se abre” na natureza
Ela tem uma relação direta com a estação primaveril do ano
1ª. A juventude feminina é uma semente-raiz de frondosa vitalidade. Ela vai se fortalecendo e se desenvolvendo através das grandes relações dos movimentos magnéticos femininos, Luqiqaman Tink’u, que fluem através de seu poder universal finito. Elas mantêm as mudanças periódicas de causa e efeito e de constância e permanência. Sem esses movimentos energéticos jamais existiríamos.
2ª . A unidade eletromagnética da Oguapy (ovulação-menarca) tem muitas oportunidades de absorver nutrientes, captar e radiar energia num universo de atividades que lhe vão apresentando.
3ª A kk’antu-tika expressa a ovulação e a menarca, uma fortalece e flui energeticamente e a outra te abate, assim mesmo ela deveria ser primaveralmente úmida e cheirosa, emocionalmente florida, fisicamente amadurecida e energeticamente radiante.
4ª Muitas, também, serão suas experiências: umas agradáveis e outras traumatizantes que poderiam influenciar tuas relações. Dissoluções sempre existirão, as perdas para a natureza, são inevitáveis. O mínimo que poderias fazer é reerguer-te e levantar-te. Para que as perdas não danifiquem profundamente sua energia, seus sentimentos, sementes e raízes; precisas sempre fortalecê-los através de Luqiqaman Tink’u, o valor energético para uso próprio.
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Não há Mãe D’Umbigo (centro energético do ventre feminino), mais sensível para a conscientização da plenitude do ritual da Kk’antu-tika, da intenção e da intuição energética finita. Ainda que há 525 anos as infanto-juvenis venham revirando os olhos e a mente em descrédito aos rituais de INICIAÇÃO FEMININA, a verdade lhe deu alcance em uma só tarde de festividade. |
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5ª. A juventude é uma época de desafios temporais como as iniciações femininas, iniciações intelectuais, como os vestibulares. Demandem-se educação, ensino, disciplina para dar valor a suas próprias realidades. Assim, sua confiança aumentará em cada desafio que venhas a vencer.
6ª . Ovulação e a menarca, Oguapy, é um período de troca, em que as transições energéticas sua ovulação e da menarca vão se manifestando naturalmente. Seu organismo sensorial vai se desenvolvendo até chegar a amadurecer ao redor dos vinte três anos. Pode ser que necessites mais tempo para alcançar a maturidade instintiva, intuitiva, sensitiva e emocional.
7ª. Algumas das trocas que se vão efetuando em você podem produzir confusão ou insegurança a respeito da sua ovulação e a menarca. Quando sentes que dentro de você se apresentam pressões internas até então desconhecidas deves achar uma maneira criativa de poder perceber e aceitar tais fluidos energéticos. Porque todos os movimentos fazem parte de um extraordinário poder energético, e junto com tuas novas sensações, poderás chegar a ser uma pessoa paisagem autônoma, com deveres e direitos assumidos.
8ª . Refletindo a partir de outro ponto de vista, quando se é jovem mulher, acredita-se numa classe de liberdade, que não é um dogma e nem um modelo; ela exige limite, respeito e disciplina para aprender a voar com segurança.
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Os ritos de iniciação mostram a transformação da menina-mulher e neles, qualquer atividade é valorizada. Segundo seja sua infância, assim será sua adolescência. A infância cativa não criam sonhos. A sua adolescência será segundo o que foi sua infância. |
Lume
A unidade de fluxo energético luminoso da ovulação e da menstruação
A intenção sensitiva nas relações dos movimentos energéticos femininos
1. Seria importante cultivar um ciclo de serenidade para perceber a Lua de ovulação e a Lua da menstruação, através da percepção dos fluidos magnéticos do seu Etã (ovário) direito num ciclo e do Etã esquerdo, num outro ciclo.
2. Essa sucessão ocorre como consequência de uma causa energética: como as variações fenomênicas, associadas com as relações úmidas da menina-mulher com a Lua, e as relações em movimento que se vazam nos movimentos de energia.
3. Isto é a primeira ovulação e a menarca, transformação energética que ocorre durante a adolescência feminina. É um momento sobrenatural, mostra que a menina-mulher energeticamente teria chegado ao ápice energético e alcançado a condição de Mãe d’Água. Secreções hormonais liberadas pelas glândulas começam a fluir energeticamente em seu organismo sensorial.
4. Estas estimulam seus ovários e fazem com que iniciem a liberar óvulos, a princípio com bastante irregularidade, porém, depois à proporção aproximada de um a cada quatro semanas. A poraceí (óvulo) é liberada pela matriz (piraguaçu), que estaria estimulada e preparada para desenvolver um revestimento especial para a recepção da poraceí no caso de ter sido fertilizado.

O que as pessoas de diferentes tempos veem por estar sentadas, a jovem-moça não percebe porque está de pé. Ainda que a menina-moça, esteja sentada, nesta fase não lhe é impossível ouvir os raios e os trovões. Ela é capaz de intuir, sentir e perceber perfeitamente a umidade de seu Calendário Lunar.
5. Quando a poraceí (óvulo) permanece inata, sem ser fertilizada, com o tempo, o revestimento da Mãe D’Umbigo se desfaz. Isto é o que produz a menstruação, os fluidos cíclicos de água, sangue e energia.
6. Os ciclos ovulatórios e menstruais se iniciam na Lua de nascimento. Quem nasceu na Lua Nova, ovulará nessa Lua, de acordo com o biótipo, de cada menina-mulher. Pode ocorrer que uma menina comece a menstruar precocemente aos dez anos ou mais cedo, como, também, aos dezesseis anos ou ainda mais tarde. De maneira similar, o ciclo em que se manifesta os fluxos menstruais pode variar de três a sete dias.
7. Junto com as trocas energéticas, escancara-se a pélvis, e inicia-se o desenvolvimento de seus seios. Todo este sistema de desenvolvimento, alguns visíveis e outros energéticos são para chegar um dia à maturidade e escolher os caminhos que deverá optar sem ressentimentos.
8. Se queres desfrutar da melhor maneira a juventude, deixe e opte o organismo amadurecer e opte por uma abstinência temporária , assim conseguirás o equilíbrio energético, mental e psicossocial, fortalecerás seus sentimentos, te protegerás contra dificuldades que desarmonizem a sua tranquilidade. É necessário afirmar a autoestima demonstrando vigor, energia, determinação em suas atitudes a favor do que você deseja.
9. Deves ter um tempo para adaptar-te, aprender, estudar, informar-te e refletir sobre tudo que estas transformações energéticas estão te mostrando. Refletir sobre seus fluidos energéticos, sobre sua imagem orgânica em transformação, e a proporção em que se movimentam as suas relações psicossociais em sua comunidade. Adiantar o processo de amadurecimento energético seria obrigar as pétalas de uma planta abrir-se antes do tempo.
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O rito elaborado e esperado da Kk’antu-tika permite expressar alegria, coragem e força energética. A consciência recém-adquirida da Mãe d’Água emana através da apresentação do sonho primordial. |
A concepção da Mãe D’Umbigo
A Pacas Mili e o Kheno da Pacas Mili
1. Se a jovem perceber apenas a intuição passiva, a menarca (menstruação), só conhecerá os fluidos moventes, os quais lhe proporcionarão explicações sensitivas de aceitação. No entanto, a intuição ativa (Etã, ovário – Poraceí, óvulo) originária na Mãe D’Umbigo estimula as relações de movimentos que se impõem às relações de energia.
2. Intuição sensível e a individualidade feminina
A menina-mulher que percebe o potencial energético, Luqiqaman Tink’u, transforma-se numa menina jovem (Mãe d’Água) que alcançou o mais alto grau de sua intuição das relações energéticas de movimentos cíclicos ovarianos (ativo e passivo) que se originam em cada jovem mulher.
3. A energia do ventre feminino é uma grande fonte primordial de energia, de onde emana e provém as transformações femininas em sua essência. Nela se encontra a virtude criadora das grandes relações dos movimentos magnéticos da Mãe Natureza.
4. A milenária Pacas Mili sincroniza e harmoniza o CHEIO da Etã, ovário, e o VAZIO da Poty-maru, trompa. A menina-mulher que deseje intuir e perceber sua ovulação e sua serenidade deverá sentir sua origem energética nas palpitações intuitivas da Pacas Mili. (notas extraídas do Livro da Pacas Mili –Fundamentos Energéticos; medicina infanto-juvenil- São Paulo: ano 2011). Não publicado.

Luminoso sempre foi o ritmo de minha professora Iyaquemi.
A força de seus atos sempre esteve na harmonia de suas atitudes,
o poder de sua sabedoria está na corda energética de seus pés.
A empatia consigo mesma conduz a uma concepção sentimental
Os fluidos energéticos direcionam a menina-mulher a uma concepção energética, Luquiqaman Tink’u
1. A empatia e os fluidos energéticos são uma simbiose que deve ser aceita como princípios objetivos da tua experiência.
2. A evolução do óvulo é identificada pela intuição sensitiva subjetiva, mas também é identificada objetivamente através da percepção de seu Etã (ovário) direito ou de seu Etã esquerdo antes de fluir pelo canal de nascimento via baixa.
3. A pulsação cósmica do Etã dinamiza sua inversão natural a cada ciclo (a cada quatro semanas). Muitas vezes sem conflitos; outras vezes, suas pulsações energéticas entram em contradições (cólicas menstruais); ambas pulsações não devem excluir-se mutuamente, devem se equilibrar energeticamente através da tomada de consciência de Luqiqaman Tink’u, o valor energético para uso próprio.
4. Se essas pulsações cósmicas fossem assimiladas naturalmente pela intuição sensível feminina como fenômenos inerentes (essenciais, inseparáveis) a suas atitudes, virtudes e ao seu temperamento, essas sensações seriam abertas para a percepção de Luqiqaman Tink’u através da ascensão da Poraceí (levitação) até a abertura da Poty-maru (trompa).

As provas e os ritos de iniciação são comprovações de coragem, de autoestima e da
valorização do valor energético para uso próprio.
5. As grandes mutações energéticas da Pacas Mili
Existe a intenção de voltar para as formas originárias da Etã, Poraceí, Poty –maru fecundas e misteriosas. Ao realçarmos o potencial energético da Pacas Mili, devemos ter consciência de sua capacidade criativa e do relacionamento integral energético.
6. Cada menina-mulher procura sua Mãe D’Umbigo, “começo e término sagrado”, para seu ritual iniciatório, ritual de passagem independente de ser particular ou social. A menina-mulher tem a capacidade de se integrar e de se afirmar através das mutações energéticas dos primeiros movimentos e ciclos contínuos da Oguapy, a transcendência da jovem mulher.
7. A passagem de maturação energética proporciona uma força ativa para a transformação da menina-mulher em jovem mulher. Ela sofrerá influências energéticas sobre os imensos movimentos energéticos em relacionamentos e para isso terá que as assimilar a se assumir para que tenha bom senso e prudência diante dessas influências.
8. O universo dimensional das correspondências da Pacas Mili possui polos positivo e negativo inseparáveis dentro de um princípio unificado (Etã e Poraceí). Demonstra-nos que a fertilidade e a fecundação da energia, o valor energético para uso próprio inicia-se no tear cósmico feminino.
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Ainda que a Kk’antu-tika esteja colmada de fluidos energéticos equilibrados, mas vale dar-lhe uma instabilidade emocional para alcançar o desenvolvimento da Mãe d’Água |
A Lua de iniciação da menina-mulher desperta as forças criadoras da vida
A intenção é uma das altas qualidades da menina-mulher.
Ela não sente nem vê enquanto, não mana, não flui energeticamente.
1. A iniciação ou a passagem da menina-mulher tem a ver com a relação de seu poder energético, com as relações de movimentos energéticos para que ela se transforme numa jovem-mulher, Mãe d’Água.
2. A Lua de transição da infância para a concepção da adolescência prepara-a para continuar com suas novas responsabilidades. A Lua de transição mantem o aroma de sua própria essência, o da sua infância no caminho da transformação. A intensão é uma das altas qualidades da menina-mulher.
3. Embora a menina-mulher tente fazer ‘evaporar’ o aroma de sua infância, ela não desaparece, permanece definitivamente porque é o alicerce de sua juventude. O período de transição é um momento de refletir sobre o sentido dessa passagem. Conceber a sensitividade e o sentido da Oguapy, trará bons aromas e as sensações da Pacas Mili, a energia, o ajayo do ventre feminino liberará uma linguagem energética desabrocham-te, esquecida no mundo contemporâneo.

As Poraceís (óvulos) se originam na grandeza da Etã (ovário).
Em consequência, podemos dizer que o manar é a causa energética para o fluir da Poraceí. O óvulo é atraído pela trompa (Poty-maru) com uma força energética para mantê-lo orbitando (levitação).
Ocorre um cintilar por um espaço de tempo perceptível.
4. A Oguapy abre a sua sensibilidade e a sua intuição. Ela corresponde plenamente a suas necessidades profundamente sentidas e percebidas. Seu organismo sensorial abre-se ante ela. Deverá abrir seus olhos em relação aos seus sentimentos, suas sensações e refleti-los.
5. Viver sem respeitar a iniciação da Oguapy é viver de maneira unilateral e incompleta. Isso trará as mesmas consequências de um regime alimentar indigesto, provocando a decadência da menina-mulher.
Tudo é possível para as jovens mulheres com temperamento certo e atitudes afetuosas.
Este slide da Kk’antu-tika, é uma síntese do livro prodigioso da Mãe d’Umbigo Raizeira ~ Mãe d’Água. Lhes pedimos que nos acompanhem com sua paciente leitura no www.mallkuchanez.com
Jaxy Pya’Hu, Lua Nova, Maio \ 2025

Ainda que o mundo mude mil vezes , as cerimônias ou os rituais da Kk’antu-tika sempre alcançarão a Mãe d’Água. Por onde flui a Kk’antuti-tika passam os fluidos energéticos.
Elas jamais deixarão de existir. Willka Kollasiri.
Kk’antu-tika Pacha Lea
Kk’antu-tika Pacha Lea - Castelhano
Kk'antu tika - Iniciações femininas
Primeira Iniciação Feminina parte 1
Primeira Iniciação Feminina parte 2
Segunda Iniciação Feminina Parte 1
Segunda Iniciação Feminina Parte 2




